domingo, 4 de outubro de 2009

Como sou ingrato

Certa vez acreditei ser a tristeza o combustível dos poetas.

Na solitude, emergido em lembranças do passado e instigado por palavras de Tempo Algum, vejo-me como um aprendiz querendo poetizar.

Pensando eu ter me tornado quem imagino ser algum dia, encaro-me desnudo de toda mágoa e de qualquer orgulho.
Miro um futuro inundado em calma e banhado em magnitude divina, alimentado pela paz impertubável e pela fé inabalável.

Pensando eu ter fé, cai na escuridão
Pensando eu ter coragem, recuei no susto
Pensando eu ser forte, tombei na arrebentação
Pensando eu, meu caro, ser protegido, deixei o cadeado aberto

Enxerga-me-ei, mas alcançarei?
Benzer-me-ei, mas serei purificado?

O que vale mais? O barro ou o ouro?

De que me serve jóias de barro?
Para onde corro? Estarei insano? Por que não obedeço à minha própria vontade?
Está a mula dominando seu dono?
Onde estará o chicote e todo o adestramento realizado?

Uma mente brilhante disse "um homem só é ninguém".

Por que ainda regressar em memórias que levam a lugar nenhum?

Sentirei fome de barriga cheia?

Como sou ingrato!

sábado, 3 de outubro de 2009

Que a Paz de Deus nos acompanhe

Movido pela Luz de uma Lua quase cheia, e com saudades de expressar o meu verdadeiro eu em uma conversa comigo mesmo, venho hoje, nas santas horas que são, registrar mais uma fagulha da minha viagem ao destino final.

Como tantas outras vezes nos derradeiros anos, o que me impele a escrever é a vontade de desabafar. Como esperar que um estudante universitário tenha paciência com uma aula de um aluno secundário?

Lembro-me uma situação que, chegando pela primeira vez em uma igreja aqui no Acre, as crianças da comunidade não acreditaram que eu fosse o dono do carro que possuíra à época. Talvez por pensarem que eu era novo demais, ou não fosse merecedor de tal bem. Muito se assemelha às situações que me vem trazendo certo incômodo social.

“Antiguidade não é riqueza, antiguidade não é saber. De que serve antiguidade se não sabe compreender?”.

Que o Divino perdoe minha ignorância e minha prepotência. Mas não consigo compreender tais situações além de testes (simples, mas árduos) de paciência com o próximo.

Claro que o que enxergamos de “erro” no próximo está bem evidente em nós também. Ou será que esses escritos não fazem parte de um desejo subconsciente de falar de mim mesmo para os outros, enaltecendo vantagens e colocando-me como um estudante mais avançado? Sinceramente, escrevo com a vontade de aprender comigo mesmo. Mas sei que tenho esse desejo humano de auto-promoção enraizado no meu ego.

Por isso, penso que voltarei a escrever em papel, onde só eu terei acesso. Assim, poderei abrir meu coração novamente sem essa sombra egóica me perseguindo.

Muita falta sinto de certo Gnomo que conheci em uma linda floresta.

Os passos estão sendo dados, mais leves graças a São Francisco das Chagas e a uma Menininha da Luz. Yogananda tem ajudado bastante a alimentar minha fé.

Momentos como antes, com grande vontade de escrever, mas sem tempo para tal atividade, voltaram. Um pouco escassos ainda, mas já com certa freqüência. Acredito ser um ótimo sinal.

A vaidade parece estar mais controlada, apesar de ainda ser um risco sempre presente.

Humildade. Humildade! Dai-me humildade óh Santo Anjo Gabriel!


“Quem ama Jesus Cristo, não fala do seu irmão...”


Pelo sinal da Santa Cruz

Livrai-nos Deus Nosso Senhor

Dos nossos inimigos

Amém.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Tempo passageiro


CEMITÉRIO DAIMISTA NO ALTO SANTO

Do pó viemos e ao pó voltaremos.
Aproveitemos o tempo, que o tempo é passageiro.
Salve salve o tempo que Deus nos dá.
Reclamar é uma heresia aos aprendizados divinos.


Om Sai Ram

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Sonho amigo

Uma pesquisa que li recentemente sobre a blogosfera, diz que 42% dos blogs existentes são do tipo diário. Certamente esse aqui entra nessa ampla categoria, já que trata dos passos que dou nessa longa, complexa e árdua batalha que é a vida terrena.

Como um registro pessoal, uma conversa me inspira a transcorrer esse registro:

"Thiago, eu tive um sonho! Um sonho com você! Vou te contar...
Eu estava olhando pra você. Estava você e a dona Juliana caminhando juntos, atravessando uma ponte.
Quando deu que não, veio uma rama de um bocado de coisa ruim pra cima de vocês!!!
Tudo que era de ruim! Galinha, vela, sangue, tudo, tudo.. tudo de ruim tinha! Tinha muita coisa mesmo!!
Vinha pra cima de vocês mesmo! Pra pegar e acabar com vocês!
Aquele amontoado de coisa foi se aproximando de vocês e eu gritei: THIAGO, CUIDADO!
Mas não deu tempo... Pegou e balançou a ponte toda.. Vocês balançaram e se aproximaram da beira da ponte... E no balanço, a dona Juliana caiu no rio.. E foi sendo levada... E você querendo ajudar, pegar ela, chegou bem pertinho da beira também... quase se jogou pra puxar ela...
Mas aí eu gritei de novo: THIAGO, NÃO TEM MAIS JEITO, CUIDADO QUE VOCÊ TAMBÉM VAI CAIR!!
Daí você entendeu que não podia fazer mais nada e saiu da beira. Ainda balançando muito a ponte, você continuou andar pra atravessar ela..."



Senhor, dai-nos força para não sermos levados pela correnteza da ilusão!
Que teus anjos nos protejam!

Homini Pax!

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Cruz Ansata


Segundo breve pesquisa cibernética, Ansata ou Ankh é "uma cruz egípcia, considerada como o símbolo da continuidade da vida, da eternidade, da imortalidade e da vida após a morte".
Numa outra interpretação, representa "o laço da sandália do peregrino, ou seja, aquele que quer caminhar, aprender e evoluir".


Essa cruz, chamada de ansata, sempre me chamou a atenção. Para mim, em meu conceito puramente empírico, é uma junção do Tau Franciscano com a simbologia das formas circulares, bem descrita acima.
Sempre tive a visão de ser um símbolo altamente místico. Místico até demais para mim. Por isso, nunca ousara em colocar uma em meu pescoço.

Com a nova fase de minha caminhada, muitas coisas mudaram.
Sai Baba (um maluco blackpower em minha primeira análise) é hoje uma das medalhas que levo em minha gargantilha. Objeto de proteção, leva também a medalha de Nossa Senhora.

Superstição? Absolutamente não.
Até Yogananda teve seu amuleto em parte de sua jornada quando necessário.
Nunca esquecerei a cruz com a inscrição PX (pax) que tanto me ajudou.

Sentia uma atração pela cruz ansata há algum tempo.
Em viagem à minha querida Brasília, encontrei o pingente prateado que levo hoje no pescoço.
Despertou-me admiração em constatar o simbolismo de tal cruz.
Realmente, condiz com o que estou passando.

Passei uma fase (hoje comprovadamente superada no primeiro reencontro) de quase morte espiritual. Mas a vida continua. E como peregrino, quero continuar caminhando, aprendendo e evoluindo.
Todo sofrimento foi extremamente válido!
E a tormenta já vai distante.

Levo a cruz ansata como símbolo dessa nova fase. Morri para nascer. E nesse nascimento, muitos aprendizados não ficarão esquecidos.
A busca espiritual será mais intensa. E o crescimento mais certo.

Pouco inspirado sei que atualmente são meus escritos.
Passo por uma fase bem aterrada, para aguentar a carga e realizar as tarefas necessárias para o momento. Mas, como disse um santo:
Eu vim para ter fé, e não fama!

Que Cristo nos ilumine!
Homini Pax!

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Pica-pau



Foto tirada dentro da Floresta, em Acrelândia no dia do meu aniversário.

Uma dupla de pica-paus da cabeça vermelha. Lindos.

Para um engenheiro florestal que tem orgulho de sua formação, foi um belo presente.
Obrigado.

Om Sai Ram

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Trabalhar para Aprender

O passado passa?
O futuro chega?

A única certeza é que o presente está sendo...