segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Apesar dos pesares

Apesar dos pesares, o colorido da Teia de Gaia não deixa esmorecer o combatente atingido.

Óh Pai, onde está o limiar entre a humildade e a arrogância?

Onde fica a compreensão da febre do amor na Sexta-feira Santa?

Para que dar meu sangue em um jogo que só vale por hoje? Em um campeonato que só vale esse ano?

É certo que o único alfa&ômega verdadeiro és Tu, Senhor e Mestre do Infinito!

Que seja eterno enquanto dure e que dure para sempre, é o rogativo de um coração apaixonado.

Como é complexo ser simples.
Como é ridículo ser complexo.

Apesar dos pesares, a alvorada traz Tua clara prenda.

Para quê simplificar? Se o gostoso é lutar pelo bem estar? Se o que importa é o sabor da conquista? É o suor do jogo, é o cansaço da caminhada?

Se o mirante não é esplêndido, curtamos então as vitórias da difícil escalada.

Apesar dos pesares, fazer-me-ei um vencedor! Um merecedor de Tua Bonança!

Queime óh karma infame!
Desprende-te de mim óh culpa insolente!

Que a Paz de Deus volte a banhar o Teu trono em mim!

Apesar dos pesares, eu te amo!


Homini Pax.

domingo, 29 de novembro de 2009

Estesia

Segundo Wagner Borges, estesia é a capacidade de perceber o sentimento da beleza.

Óh, Pai Celeste, óh Brahma! Como ainda continuo sendo ingrato!
Não consigo enxergar a metade cheia, apenas lamento a metade vazia...
Chorão? Menino? Acho que mais ignorante do que fraco...

Minha fé, onde será que deixei?
Por que me abalar com dificuldades temporárias?

Confesso que a dificuldade que passo, não é digna de noticiário. Por isso, enraiveço-me contra meu próprio ser, contra minha própria fraqueza de me apoiar em coisas tão fracas.

A bonança chegará.
Continuo sendo o menino, que Deus ergueu e entregou uma tulipa.
Tulipa essa que, mesmo distante, embriaga-me com seu perfume e deixa-me feliz ao acordar.
Tulipa essa que, de tão bela e brilhante, banha-me de esperanças e de certeza em um futuro mais tranqüilo!

"Boladas nas costas" de quem já abracei como um irmão, devem ser esquecidas.
Mesmo com tanta mágoa, o perdão deve prevalecer.
As conseqüências serão administradas e superadas. De uma forma ou de outra.
Tenho saúde e tempo.
E, como disse um irmãozinho caboclo de Capixaba, eu vim ao Acre para trabalhar!

Trabalhem! Trabalhem!
Quem trabalha Deus ajuda, sem trabalho ninguém tem nada!

Manter na mente que tudo está bem, e que é impossível estar melhor!
E trabalhar para melhorar! Sempre! Tornar possível a plenitude de paz!
Trabalhar! Só não posso deixar de trabalhar!

Ótima oração deixada por Wagner Borges, em homenagem ao poeta Rabindranath Tagore, poeta esse citado até por Paramahansa Yogananda:

"Senhor, antes eu rezava como um mendigo espiritual.
Minhas preces brotavam do meu orgulho.
Eu não abria verdadeiramente o meu coração, apenas incomodava o Seu.
Eu não orava. Na verdade, intimava o Céu a me atender.
E Você, claro, sempre me levou na Sua Infinita Paciência...
Com o tempo, eu amadureci e mudei meu jeito.
Passei a orar porque me sentia bem comigo mesmo.
Já não pedia mais nada, só agradecia a existência.
Em meio à correria diária, eu tirava alguns momentos para entrar em meu coração.
Bastavam alguns minutos, onde eu fechava os olhos e elevava meus pensamentos.
Então, eu me sentia em paz, só por lembrar-me de Você.
Antes, eu era duro. Mas meu coração amoleceu nas ondas de um amor que não sei explicar. Hoje, eu oro pelos outros e peço para que aconteça o melhor para a evolução de cada um.
Lembro-me do mendigo que outrora fui, e agradeço a Você, pela compreensão.
Meu Senhor, eu aprendi a lição: "PRECE É PAZ DE ESPÍRITO!"."




Meu Deus, obrigado pela minha vida!

Namaskar!

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

PEIA

Procure
Entender
Imediatamente
A sua falha

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Pela Luz dos Olhos Teus




Quando a Luz dos olhos meus
E a Luz dos olhos teus
Resolvem se encontrar

Ai, que bom que isso é, meu Deus
Que frio que me dá o encontro desse olhar

Mas se a Luz dos olhos teus
Resiste aos olhos meus
Só pra me provocar

Meu amor, juro por Deus
Me sinto incendiar

Meu amor, juro por Deus
Que a Luz dos olhos meus
Já não pode esperar

Quero a Luz dos olhos meus
Na Luz dos olhos teus
Sem mais la rarara...

Pela Luz dos olhos teus
Eu acho, meu amor, que só se pode achar
Que a Luz dos olhos meus precisa se casar


segunda-feira, 19 de outubro de 2009

E brilha uma tulipa

Muito triste andou
Tão chorão o menino
Que na beira do rio
Viu sua vida inundar em lágrimas
E desesperanças

Apanhou do destino
Pois um desatino é acreditar no que não é
Ou desacreditar no que está sendo

Contudo, tudo é passageiro
E nesse desespero
Cego ficou
Triste andou
E besta pareceu ser

Mesmo sem cair
Não tinha para onde ir
Por isso, muitas vezes deixou-se cair
Melhor parecia ficar no chão de Maia
E esperar o tempo passar

Mas o tempo demudou
O inverno passou
E o Sol raiou

Trouxe doces nuvens de algodão
Secou as lágrimas do menino
Perfumou-o com alfazema
E, com ternura, entregou-lhe sua tulipa

Menino, não chores
Veja como a vida é boa
Tens tudo o que precisa
Saúde, alegria e amigos
Casa, emprego e um novo amor!

Assim, o menino ajoelhou
Acordou
Acreditou

E orou:
Obrigado Senhor por tantas bençãos!
Perdão pelo desviar no caminho em escuridão ora vencida
Grato sou por me carregar no colo e não me deixar pelo abismo
Ingrato fui de não ter fé em tuas obras
Obrigado Senhor!

E o Senhor respondeu:
Levanta-te e anda
Vá trabalhar.


Homini Pax!

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Em Busca da Mulher Invisível


Com torpor por sentimentos inexplicavelmente perturbadores, não poderia recorrer à outra forma de socorro a não ser minhas sempre confortantes palavras de desabafo nessas teclas que tanto me entendem. Como entender o emaranhado do bordado divino? Pai socorra-me!

Quanto terei que sofrer para aprender? Não bastam as enfermidades palpáveis? Terei eu que enfrentar mais infernos astrais para aprender a ser obediente? O caminho já foi indicado. Força eu tenho para essa mísera tarefa. Por que não me confortei nas bênçãos divinas? Pai socorra-me!

Devo retornar à busca à mulher invisível. O que me retém? De onde vêm essas dúvidas, se eu tenho as respostas?

Romântico e ferido, o destino já me oferecera o melhor sexo, o corpo mais escultural, a maior entrega, a melhor família, paixões novas, paixões antigas... Basta? Claro que não! Que insistência! Magôo e serei magoado... Esse será o preço a pagar. Para quê? Mula incoerente! Que lombriga é essa que gera essa fome mesmo estufado de comida?

Culpa? Não, meu amor! Não exijo formação em escutatória, pois sou o primeiro a ter reprovado essa disciplina. Medo? Tampouco! A fé me alimenta. Tudo dará certo no seu devido tempo. Maluquice? Talvez... Perdido? Ainda não! Só não sei onde estou...

Choro em teu colo lágrimas de desrespeito. Donde havia de me jorrar felicidade, rego com ingratidão. O perfume de tulipas ainda em minhas mãos. Penso em tua beleza.

A inspiração me escapa, o arrependimento me preenche. Como seria bom ser obediente. Pai, sei que és maravilhoso, que me mostra o caminho e me põe tudo que desejo à disposição. Dai-me seu perdão!

Entendi essa jogada do destino: A cada nova tentativa, mais quero ficar sozinho. Mas há quanto tempo não tenho um bom espelho meu?

Santo Domingo já me auxiliara com a dádiva divina de certo controle interno. Por hábito (acorrentado em um paradigma machista), não me torno casto. Por rebeldia, minto para mim mesmo. “Acorda irmão! Veja por aonde vai! A coisa mais linda é o poder do meu Pai!”.

Lembrar-me-ei: calma e paciência para regar esta flor!

O Ciclo de Saturno ainda vigora. Todo cuidado é pouco. Não atire pérolas aos porcos. Prepare seu terreno, não sabes quando o dono da terra chegará! Eu, tão respeitável e chamado algumas vezes de “excessivamente correto”, o que ando fazendo? Tirei o gesso do braço e ainda sinto seu peso.

Yogananda avisa: aqueles que se casaram, deixaram de se entregar à meditação. São Paulo, o grande apóstolo, alerta: ao homem, é melhor que não se case.

Lágrimas. Secas e silenciosas.

Confortado agora estou; decidido, nem tanto. Assim metade da madrugada chega, com grilos, sapos e possibilidades. Que Morfeu traga bons instrutores.


Homini Pax!

domingo, 4 de outubro de 2009

Como sou ingrato

Certa vez acreditei ser a tristeza o combustível dos poetas.

Na solitude, emergido em lembranças do passado e instigado por palavras de Tempo Algum, vejo-me como um aprendiz querendo poetizar.

Pensando eu ter me tornado quem imagino ser algum dia, encaro-me desnudo de toda mágoa e de qualquer orgulho.
Miro um futuro inundado em calma e banhado em magnitude divina, alimentado pela paz impertubável e pela fé inabalável.

Pensando eu ter fé, cai na escuridão
Pensando eu ter coragem, recuei no susto
Pensando eu ser forte, tombei na arrebentação
Pensando eu, meu caro, ser protegido, deixei o cadeado aberto

Enxerga-me-ei, mas alcançarei?
Benzer-me-ei, mas serei purificado?

O que vale mais? O barro ou o ouro?

De que me serve jóias de barro?
Para onde corro? Estarei insano? Por que não obedeço à minha própria vontade?
Está a mula dominando seu dono?
Onde estará o chicote e todo o adestramento realizado?

Uma mente brilhante disse "um homem só é ninguém".

Por que ainda regressar em memórias que levam a lugar nenhum?

Sentirei fome de barriga cheia?

Como sou ingrato!