quarta-feira, 7 de abril de 2010

sábado, 9 de janeiro de 2010

2010



O ano, esperado e diferente de todos os outros, chegou.

Desde que me lembro como um "pensador", refletia o ano de 2010 como sendo 'o futuro'. Pois bem, o futuro chegou!
Lembro certa noite, ainda trabalhando no BrB, quando exclamei pensativo: "2010 tá logo aí.." Os colegas ficaram absortos, sem entender... Na verdade, nem eu entendi.. Só sabia que 2010 era o futuro!

Muitos sentimentos são inexplicáveis até para quem os sente.

Não há conselhos a seguir, apenas os passos da jornada, devagar e sempre para cima. Mas nunca esquecendo a anedota de um grande sábio, Chico Xavier: "para se ter o que nunca teve, faça o que nunca fez".

Agir, pensar, rezar e viver da mesma forma só trará os mesmos sofrimentos e aprendizados.
Portanto, esse ano será diferente! Não tenho dúvidas!
Ano que se passou, 2009, desde o começo sabia ser um ano de inovações. Muitas ocorreram!

O passado já passou!
O presente está sendo, literalmente, um presente de Deus!
Muita alegria para 2010!

A vida, por natureza, continua vindo em 'ondas como o mar'.
A diferença é que agora os ápices parecem Tsunamis, de tamanha felicidade que encontrei no perfume de minha Tulipa.
Ai, como é incrível o traçado divino.
Como imaginar que tamanho sofrimento era necessário para atingir tamanha felicidade?
Sofrimento que nunca imaginei precisar passar, para atingir felicidade que eu nem sabia que existia...

Obrigado meu Pai! Obrigado óh Mãe Divina!

A árvore frondosa cresce de uma semente insignificante. E a flor brota do fétido estrume.

Com o coração alado, estou resoluto em ser feliz!

Para desvincular-me dos anseios e das vivências passadas, terminarei este blog por aqui.
Injusto seria se apagasse os meus sentimentos vividos, refletidos e vivenciados.
Foram necessários para o caminho. Mas se passaram.
Contudo, idiotice seria pintar nova obra de arte em tela já rascunhada.

Agora entendo o porquê de muitos bons escritores, de tempos em tempos, renovarem seus blogs. Até então não fazia idéia do que levava a esse ato.

Próxima vez que escrever, imagino já ser em nova hospedagem.
O entrave é um nome, pois, como ser humano sentimental, apeguei-me à Floresta de Juramidã, que tanto me acolheu, me escutou e (por que não?) me aconselhou nesse tempo. Ler e reler o que nela ficou registrado ensinou-me muito!

Quem olha para dentro, acorda!

Tenho fé que no devido tempo, tudo acontecerá.

Que seja bem vindo esse ano, cheio de alegria e paz!


Namaskar!



segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Egoísmo

Aquele que não tira os olhos do próprio umbigo, não dá dois passos sem tropeçar.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Obrigado Senhor!



Senhor, firmai meu pensamento e meu coração no bom propósito e dai-me a graça de permanecer no Vosso Santo Serviço!

Que minha recompensa esteja no astral, e nunca em meu ego.
Que as injustiças por mim sofridas sejam dignas de teus olhos.
Que os dramas por mim vivenciados queimem a carga que ainda carrego no lombo de minha mula.

Graças Senhor por tamanha felicidade que vivo em teu leito!
Graças Senhor por enxergar a magnitude de Sua Benevolência!
Graças Senhor por todas Suas bençãos!

Que eu não infame sua paciência com indignas reclamações.
Que eu seja paciente para entender a minha sina.
Que eu renegue qualquer culpa de meus sofrimentos em motivos alheios ao meu ser.

Obrigado meu Pai!

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Apesar dos pesares

Apesar dos pesares, o colorido da Teia de Gaia não deixa esmorecer o combatente atingido.

Óh Pai, onde está o limiar entre a humildade e a arrogância?

Onde fica a compreensão da febre do amor na Sexta-feira Santa?

Para que dar meu sangue em um jogo que só vale por hoje? Em um campeonato que só vale esse ano?

É certo que o único alfa&ômega verdadeiro és Tu, Senhor e Mestre do Infinito!

Que seja eterno enquanto dure e que dure para sempre, é o rogativo de um coração apaixonado.

Como é complexo ser simples.
Como é ridículo ser complexo.

Apesar dos pesares, a alvorada traz Tua clara prenda.

Para quê simplificar? Se o gostoso é lutar pelo bem estar? Se o que importa é o sabor da conquista? É o suor do jogo, é o cansaço da caminhada?

Se o mirante não é esplêndido, curtamos então as vitórias da difícil escalada.

Apesar dos pesares, fazer-me-ei um vencedor! Um merecedor de Tua Bonança!

Queime óh karma infame!
Desprende-te de mim óh culpa insolente!

Que a Paz de Deus volte a banhar o Teu trono em mim!

Apesar dos pesares, eu te amo!


Homini Pax.

domingo, 29 de novembro de 2009

Estesia

Segundo Wagner Borges, estesia é a capacidade de perceber o sentimento da beleza.

Óh, Pai Celeste, óh Brahma! Como ainda continuo sendo ingrato!
Não consigo enxergar a metade cheia, apenas lamento a metade vazia...
Chorão? Menino? Acho que mais ignorante do que fraco...

Minha fé, onde será que deixei?
Por que me abalar com dificuldades temporárias?

Confesso que a dificuldade que passo, não é digna de noticiário. Por isso, enraiveço-me contra meu próprio ser, contra minha própria fraqueza de me apoiar em coisas tão fracas.

A bonança chegará.
Continuo sendo o menino, que Deus ergueu e entregou uma tulipa.
Tulipa essa que, mesmo distante, embriaga-me com seu perfume e deixa-me feliz ao acordar.
Tulipa essa que, de tão bela e brilhante, banha-me de esperanças e de certeza em um futuro mais tranqüilo!

"Boladas nas costas" de quem já abracei como um irmão, devem ser esquecidas.
Mesmo com tanta mágoa, o perdão deve prevalecer.
As conseqüências serão administradas e superadas. De uma forma ou de outra.
Tenho saúde e tempo.
E, como disse um irmãozinho caboclo de Capixaba, eu vim ao Acre para trabalhar!

Trabalhem! Trabalhem!
Quem trabalha Deus ajuda, sem trabalho ninguém tem nada!

Manter na mente que tudo está bem, e que é impossível estar melhor!
E trabalhar para melhorar! Sempre! Tornar possível a plenitude de paz!
Trabalhar! Só não posso deixar de trabalhar!

Ótima oração deixada por Wagner Borges, em homenagem ao poeta Rabindranath Tagore, poeta esse citado até por Paramahansa Yogananda:

"Senhor, antes eu rezava como um mendigo espiritual.
Minhas preces brotavam do meu orgulho.
Eu não abria verdadeiramente o meu coração, apenas incomodava o Seu.
Eu não orava. Na verdade, intimava o Céu a me atender.
E Você, claro, sempre me levou na Sua Infinita Paciência...
Com o tempo, eu amadureci e mudei meu jeito.
Passei a orar porque me sentia bem comigo mesmo.
Já não pedia mais nada, só agradecia a existência.
Em meio à correria diária, eu tirava alguns momentos para entrar em meu coração.
Bastavam alguns minutos, onde eu fechava os olhos e elevava meus pensamentos.
Então, eu me sentia em paz, só por lembrar-me de Você.
Antes, eu era duro. Mas meu coração amoleceu nas ondas de um amor que não sei explicar. Hoje, eu oro pelos outros e peço para que aconteça o melhor para a evolução de cada um.
Lembro-me do mendigo que outrora fui, e agradeço a Você, pela compreensão.
Meu Senhor, eu aprendi a lição: "PRECE É PAZ DE ESPÍRITO!"."




Meu Deus, obrigado pela minha vida!

Namaskar!

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

PEIA

Procure
Entender
Imediatamente
A sua falha

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Pela Luz dos Olhos Teus




Quando a Luz dos olhos meus
E a Luz dos olhos teus
Resolvem se encontrar

Ai, que bom que isso é, meu Deus
Que frio que me dá o encontro desse olhar

Mas se a Luz dos olhos teus
Resiste aos olhos meus
Só pra me provocar

Meu amor, juro por Deus
Me sinto incendiar

Meu amor, juro por Deus
Que a Luz dos olhos meus
Já não pode esperar

Quero a Luz dos olhos meus
Na Luz dos olhos teus
Sem mais la rarara...

Pela Luz dos olhos teus
Eu acho, meu amor, que só se pode achar
Que a Luz dos olhos meus precisa se casar


segunda-feira, 19 de outubro de 2009

E brilha uma tulipa

Muito triste andou
Tão chorão o menino
Que na beira do rio
Viu sua vida inundar em lágrimas
E desesperanças

Apanhou do destino
Pois um desatino é acreditar no que não é
Ou desacreditar no que está sendo

Contudo, tudo é passageiro
E nesse desespero
Cego ficou
Triste andou
E besta pareceu ser

Mesmo sem cair
Não tinha para onde ir
Por isso, muitas vezes deixou-se cair
Melhor parecia ficar no chão de Maia
E esperar o tempo passar

Mas o tempo demudou
O inverno passou
E o Sol raiou

Trouxe doces nuvens de algodão
Secou as lágrimas do menino
Perfumou-o com alfazema
E, com ternura, entregou-lhe sua tulipa

Menino, não chores
Veja como a vida é boa
Tens tudo o que precisa
Saúde, alegria e amigos
Casa, emprego e um novo amor!

Assim, o menino ajoelhou
Acordou
Acreditou

E orou:
Obrigado Senhor por tantas bençãos!
Perdão pelo desviar no caminho em escuridão ora vencida
Grato sou por me carregar no colo e não me deixar pelo abismo
Ingrato fui de não ter fé em tuas obras
Obrigado Senhor!

E o Senhor respondeu:
Levanta-te e anda
Vá trabalhar.


Homini Pax!

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Em Busca da Mulher Invisível


Com torpor por sentimentos inexplicavelmente perturbadores, não poderia recorrer à outra forma de socorro a não ser minhas sempre confortantes palavras de desabafo nessas teclas que tanto me entendem. Como entender o emaranhado do bordado divino? Pai socorra-me!

Quanto terei que sofrer para aprender? Não bastam as enfermidades palpáveis? Terei eu que enfrentar mais infernos astrais para aprender a ser obediente? O caminho já foi indicado. Força eu tenho para essa mísera tarefa. Por que não me confortei nas bênçãos divinas? Pai socorra-me!

Devo retornar à busca à mulher invisível. O que me retém? De onde vêm essas dúvidas, se eu tenho as respostas?

Romântico e ferido, o destino já me oferecera o melhor sexo, o corpo mais escultural, a maior entrega, a melhor família, paixões novas, paixões antigas... Basta? Claro que não! Que insistência! Magôo e serei magoado... Esse será o preço a pagar. Para quê? Mula incoerente! Que lombriga é essa que gera essa fome mesmo estufado de comida?

Culpa? Não, meu amor! Não exijo formação em escutatória, pois sou o primeiro a ter reprovado essa disciplina. Medo? Tampouco! A fé me alimenta. Tudo dará certo no seu devido tempo. Maluquice? Talvez... Perdido? Ainda não! Só não sei onde estou...

Choro em teu colo lágrimas de desrespeito. Donde havia de me jorrar felicidade, rego com ingratidão. O perfume de tulipas ainda em minhas mãos. Penso em tua beleza.

A inspiração me escapa, o arrependimento me preenche. Como seria bom ser obediente. Pai, sei que és maravilhoso, que me mostra o caminho e me põe tudo que desejo à disposição. Dai-me seu perdão!

Entendi essa jogada do destino: A cada nova tentativa, mais quero ficar sozinho. Mas há quanto tempo não tenho um bom espelho meu?

Santo Domingo já me auxiliara com a dádiva divina de certo controle interno. Por hábito (acorrentado em um paradigma machista), não me torno casto. Por rebeldia, minto para mim mesmo. “Acorda irmão! Veja por aonde vai! A coisa mais linda é o poder do meu Pai!”.

Lembrar-me-ei: calma e paciência para regar esta flor!

O Ciclo de Saturno ainda vigora. Todo cuidado é pouco. Não atire pérolas aos porcos. Prepare seu terreno, não sabes quando o dono da terra chegará! Eu, tão respeitável e chamado algumas vezes de “excessivamente correto”, o que ando fazendo? Tirei o gesso do braço e ainda sinto seu peso.

Yogananda avisa: aqueles que se casaram, deixaram de se entregar à meditação. São Paulo, o grande apóstolo, alerta: ao homem, é melhor que não se case.

Lágrimas. Secas e silenciosas.

Confortado agora estou; decidido, nem tanto. Assim metade da madrugada chega, com grilos, sapos e possibilidades. Que Morfeu traga bons instrutores.


Homini Pax!

domingo, 4 de outubro de 2009

Como sou ingrato

Certa vez acreditei ser a tristeza o combustível dos poetas.

Na solitude, emergido em lembranças do passado e instigado por palavras de Tempo Algum, vejo-me como um aprendiz querendo poetizar.

Pensando eu ter me tornado quem imagino ser algum dia, encaro-me desnudo de toda mágoa e de qualquer orgulho.
Miro um futuro inundado em calma e banhado em magnitude divina, alimentado pela paz impertubável e pela fé inabalável.

Pensando eu ter fé, cai na escuridão
Pensando eu ter coragem, recuei no susto
Pensando eu ser forte, tombei na arrebentação
Pensando eu, meu caro, ser protegido, deixei o cadeado aberto

Enxerga-me-ei, mas alcançarei?
Benzer-me-ei, mas serei purificado?

O que vale mais? O barro ou o ouro?

De que me serve jóias de barro?
Para onde corro? Estarei insano? Por que não obedeço à minha própria vontade?
Está a mula dominando seu dono?
Onde estará o chicote e todo o adestramento realizado?

Uma mente brilhante disse "um homem só é ninguém".

Por que ainda regressar em memórias que levam a lugar nenhum?

Sentirei fome de barriga cheia?

Como sou ingrato!

sábado, 3 de outubro de 2009

Que a Paz de Deus nos acompanhe

Movido pela Luz de uma Lua quase cheia, e com saudades de expressar o meu verdadeiro eu em uma conversa comigo mesmo, venho hoje, nas santas horas que são, registrar mais uma fagulha da minha viagem ao destino final.

Como tantas outras vezes nos derradeiros anos, o que me impele a escrever é a vontade de desabafar. Como esperar que um estudante universitário tenha paciência com uma aula de um aluno secundário?

Lembro-me uma situação que, chegando pela primeira vez em uma igreja aqui no Acre, as crianças da comunidade não acreditaram que eu fosse o dono do carro que possuíra à época. Talvez por pensarem que eu era novo demais, ou não fosse merecedor de tal bem. Muito se assemelha às situações que me vem trazendo certo incômodo social.

“Antiguidade não é riqueza, antiguidade não é saber. De que serve antiguidade se não sabe compreender?”.

Que o Divino perdoe minha ignorância e minha prepotência. Mas não consigo compreender tais situações além de testes (simples, mas árduos) de paciência com o próximo.

Claro que o que enxergamos de “erro” no próximo está bem evidente em nós também. Ou será que esses escritos não fazem parte de um desejo subconsciente de falar de mim mesmo para os outros, enaltecendo vantagens e colocando-me como um estudante mais avançado? Sinceramente, escrevo com a vontade de aprender comigo mesmo. Mas sei que tenho esse desejo humano de auto-promoção enraizado no meu ego.

Por isso, penso que voltarei a escrever em papel, onde só eu terei acesso. Assim, poderei abrir meu coração novamente sem essa sombra egóica me perseguindo.

Muita falta sinto de certo Gnomo que conheci em uma linda floresta.

Os passos estão sendo dados, mais leves graças a São Francisco das Chagas e a uma Menininha da Luz. Yogananda tem ajudado bastante a alimentar minha fé.

Momentos como antes, com grande vontade de escrever, mas sem tempo para tal atividade, voltaram. Um pouco escassos ainda, mas já com certa freqüência. Acredito ser um ótimo sinal.

A vaidade parece estar mais controlada, apesar de ainda ser um risco sempre presente.

Humildade. Humildade! Dai-me humildade óh Santo Anjo Gabriel!


“Quem ama Jesus Cristo, não fala do seu irmão...”


Pelo sinal da Santa Cruz

Livrai-nos Deus Nosso Senhor

Dos nossos inimigos

Amém.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Tempo passageiro


CEMITÉRIO DAIMISTA NO ALTO SANTO

Do pó viemos e ao pó voltaremos.
Aproveitemos o tempo, que o tempo é passageiro.
Salve salve o tempo que Deus nos dá.
Reclamar é uma heresia aos aprendizados divinos.


Om Sai Ram

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Sonho amigo

Uma pesquisa que li recentemente sobre a blogosfera, diz que 42% dos blogs existentes são do tipo diário. Certamente esse aqui entra nessa ampla categoria, já que trata dos passos que dou nessa longa, complexa e árdua batalha que é a vida terrena.

Como um registro pessoal, uma conversa me inspira a transcorrer esse registro:

"Thiago, eu tive um sonho! Um sonho com você! Vou te contar...
Eu estava olhando pra você. Estava você e a dona Juliana caminhando juntos, atravessando uma ponte.
Quando deu que não, veio uma rama de um bocado de coisa ruim pra cima de vocês!!!
Tudo que era de ruim! Galinha, vela, sangue, tudo, tudo.. tudo de ruim tinha! Tinha muita coisa mesmo!!
Vinha pra cima de vocês mesmo! Pra pegar e acabar com vocês!
Aquele amontoado de coisa foi se aproximando de vocês e eu gritei: THIAGO, CUIDADO!
Mas não deu tempo... Pegou e balançou a ponte toda.. Vocês balançaram e se aproximaram da beira da ponte... E no balanço, a dona Juliana caiu no rio.. E foi sendo levada... E você querendo ajudar, pegar ela, chegou bem pertinho da beira também... quase se jogou pra puxar ela...
Mas aí eu gritei de novo: THIAGO, NÃO TEM MAIS JEITO, CUIDADO QUE VOCÊ TAMBÉM VAI CAIR!!
Daí você entendeu que não podia fazer mais nada e saiu da beira. Ainda balançando muito a ponte, você continuou andar pra atravessar ela..."



Senhor, dai-nos força para não sermos levados pela correnteza da ilusão!
Que teus anjos nos protejam!

Homini Pax!

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Cruz Ansata


Segundo breve pesquisa cibernética, Ansata ou Ankh é "uma cruz egípcia, considerada como o símbolo da continuidade da vida, da eternidade, da imortalidade e da vida após a morte".
Numa outra interpretação, representa "o laço da sandália do peregrino, ou seja, aquele que quer caminhar, aprender e evoluir".


Essa cruz, chamada de ansata, sempre me chamou a atenção. Para mim, em meu conceito puramente empírico, é uma junção do Tau Franciscano com a simbologia das formas circulares, bem descrita acima.
Sempre tive a visão de ser um símbolo altamente místico. Místico até demais para mim. Por isso, nunca ousara em colocar uma em meu pescoço.

Com a nova fase de minha caminhada, muitas coisas mudaram.
Sai Baba (um maluco blackpower em minha primeira análise) é hoje uma das medalhas que levo em minha gargantilha. Objeto de proteção, leva também a medalha de Nossa Senhora.

Superstição? Absolutamente não.
Até Yogananda teve seu amuleto em parte de sua jornada quando necessário.
Nunca esquecerei a cruz com a inscrição PX (pax) que tanto me ajudou.

Sentia uma atração pela cruz ansata há algum tempo.
Em viagem à minha querida Brasília, encontrei o pingente prateado que levo hoje no pescoço.
Despertou-me admiração em constatar o simbolismo de tal cruz.
Realmente, condiz com o que estou passando.

Passei uma fase (hoje comprovadamente superada no primeiro reencontro) de quase morte espiritual. Mas a vida continua. E como peregrino, quero continuar caminhando, aprendendo e evoluindo.
Todo sofrimento foi extremamente válido!
E a tormenta já vai distante.

Levo a cruz ansata como símbolo dessa nova fase. Morri para nascer. E nesse nascimento, muitos aprendizados não ficarão esquecidos.
A busca espiritual será mais intensa. E o crescimento mais certo.

Pouco inspirado sei que atualmente são meus escritos.
Passo por uma fase bem aterrada, para aguentar a carga e realizar as tarefas necessárias para o momento. Mas, como disse um santo:
Eu vim para ter fé, e não fama!

Que Cristo nos ilumine!
Homini Pax!

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Pica-pau



Foto tirada dentro da Floresta, em Acrelândia no dia do meu aniversário.

Uma dupla de pica-paus da cabeça vermelha. Lindos.

Para um engenheiro florestal que tem orgulho de sua formação, foi um belo presente.
Obrigado.

Om Sai Ram

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Trabalhar para Aprender

O passado passa?
O futuro chega?

A única certeza é que o presente está sendo...

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Kampo



Para melhorar a energia, poucas coisas se igualam à vacina do sapo Phyllomedusa bicolor.

Hoje, depois de dois anos sem tomar uma dose dessa maravilhosa medicina da floresta, renovei minhas forças e afastei toda panema.
Posted by Picasa

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Ciclo de Saturno


Depois de um tempo parado no espaço, volto a descorrer sobre minha jornada. Nada mais justo do que alguns dias com outros ares, com outras visões e outros perfumes para restabelecer a confiança para a Verdadeira Viagem.

Não se anda para trás, não há retorno possível dentro do ciclo, como diz Graziella Marraccini.

Aproxima-se o dia de meu renascimento.
Este em um novo período de um ciclo importante que é o de Saturno.

A Astrologia já provou a influência dos astros em nossa jornada.
Como quase leigo, não tenho base para transcorrer sobre o assunto além do que se reflete em minha própria existência.

Em uma breve referência à astróloga já citada, Saturno é nossa consciência individual, ajuda-nos a crescer, a separar o joio do trigo, a poupar as boas sementes para o replantio. Ele nos fortalece com a escassez para que não desperdicemos na abundância.
Assim, me sinto nessa fase.

Como registrado em postagem anterior, o ano de 2009 começou com diversas inovações. Hoje todas encaradas como muito boas. Uma delas, referência dos últimos registros, a mais forte e importante de todas.

A separação matrimonial foi e continua sendo um processo complexo e forte. Encarado como verdadeiro inferno astral quando se deu início, hoje tenho o fato como muito bom. Isso porque o que vivi nesse período desde a última postagem não poderia ter sido experimentado caso ainda fosse um homem casado.

A mais bela e intensa experiência foi o deslumbrar da magia tântrica. Todo o sofrimento da ruptura e todas as sombras pelas quais tive que passar na tormenta seriam válidos tão somente pelo conhecimento dessa arte milenar.
Fora isso, o sentimento de amadurecimento sem igual não tem preço.

Deus sabe o que faz. Hoje enxergo a separação como inevitável para o objetivo final de minha jornada: a paz!

A reclamação é uma rebelião à lei do progresso, como ensina madame Blavatsky. Assim, sofri, chorei, rastejei no fundo, mas a recompensa já começou a ser entregue.

Sobre os ciclos, qualquer estudante pouco dedicado sabe que temos em nossas vidas ciclos, que podem se dividir, por exemplo, em 7anos. Aos 7 vamos à escola, aos 14 à adolescência, aos 21 à responsabilidade...

Em 2006 fui avisado em Belém/PA para atentar-me ao Ciclo de Saturno.

Desde então acreditava eu que seria pai aos 28 anos. Contudo, as surpresas são inevitáveis, e não era isso que me aguardava aos meus 28 anos.
Tampouco era a separação, apesar de ter sido um momento marcante.
O que me estava reservado para esse momento era o Tantra. Indescritível o poder da Kundalini. Muito irei estudar o assunto e serei capaz de transcorrer meu trajeto nessa nova senda. Assim espero.

Tenho ainda muito que batalhar para agir como um professor baiano me alertou: não ir de um extremo ao outro, não sair da total fidelidade para a promiscuidade banal.
Confesso que estou satisfeito nesse ponto. Não tenho sido fraco às tentações, que são inúmeras.

Um certo anjo chamado Miguel deixou uma mensagem universal: Quem semeia o bem, nunca colhe o mal!
Continuo me esforçando para despertar a Verdadeira Caridade, firmado sempre nos bons propósitos, independente das adversidades apresentadas.

Como diz Cabal em uma bela música:

Eu ando, eu vivo, eu canto,
Eu sinto, eu amo, eu rio
Então vamo que é só mais um ciclo..


Om Sai Ram

sábado, 25 de julho de 2009

Nunca é tarde para recomeçar

Um grande amigo, George Lucena, canta em uma de suas lindíssimas músicas, que "nunca é tarde para recomeçar".

Bem, nunca me atentei a essas palavras como semanas atrás.
Em meio a tanto medo de não ter mais tempo para um novo começo, essas simples palavras, trouxeram-me um alívio inexplicável.

Realmente, na tempestade, não se enxerga o horizonte. Na tormenta, não se vê por onde continuar o caminho.

Mas quando se firma o barco, logo se percebe que a vela continua içada, e que o leme ainda está sob controle.

Sofrer e sofrer, todo irmão há de sofrer, como já me foi avisado alguns anos atrás.
Aqui na terra, nós plantamos o que nós vamos colher.
Por isso, hoje consigo agradecer todo o sofrimento que venho passando, e, incrivelmente, fazer como ensina um belo hino: sofrer com alegria.

A vida não pára, apesar de hoje ser um dia parado no tempo, segundo o Calendário Maia.

O barco continua sua jornada, diferente, mais leve, com menos passageiros. Mas está inteiro, sem qualquer prejuízo após a tormenta.

Um filme que posso dizer especial foi o "Mulher Invisível".
Muito bom o filme, principalmente para o momento.
Tenho que aprender a criar minha 'mulher invisível', para, assim, poder encontrar minha "Vitória".

Enferrujado para o mundo da batalha, tenho às vezes suplicado para receber a graça de um cinto de castidade, assim como Santo Domingo recebera em seu claustro.

Um pouco de história: Segundo o Museu do Convento de Santo Domingo, em Cuzco (Perú), Santo Domingo foi enclausurado por seus próprios irmãos que não aceitavam sua vocação eclesiástica. Depois de semanas no claustro, colocaram uma mulher para tentar Santo Domingo. Este a expulsou a chibatadas, recebendo por anjos em seguida um "cinto de castidade" divino, o qual dava a ele forças para manter a sua missão.

Bem, assim também, por algumas vezes já me senti.

A vida agora é outra. Já não sei o que me espera. A certeza é que a meta ficou mais perto e mais tangível. A maturidade é maior. E as escolhas menos duvidosas.

Sinto ainda que encontrarei uma fada, a qual ajudará clarear o horizonte.
No dia certo, na hora certa.

O momento é de orar, pensar no presente, rever amigos, principalmente os verdadeiros amigos.
Prestar muita atenção às lições para o barco não cair no mar da ilusão.
Ficar forte, muito forte.

A cada lágrima, o menino se torna mais homem.


Homini Pax!